Orquidário: o que considerar na hora de escolher os fertilizantes?

17/04/2017 Flores, Jardim

Para se desenvolver com vigor e beleza, o orquidário requer uma série de cuidados, entre os quais é possível destacar o uso de fertilizantes. Ainda que as orquídeas sejam conhecidas como a espécie mais evoluída do reino vegetal, como qualquer ser vivo elas precisam de nutrientes para crescerem. Quando essas plantas não recebem o alimento adequado para sobreviverem, começam a aparecer os sinais de deficiência: ausência de flores, amarelecimento e quedas foliares.

Para combater a falta de elementos essenciais, o recurso mais importante são os fertilizantes, que servem como fonte de nutrientes para que a orquídea complete o seu ciclo de vida. Com a administração correta, a vegetação vai de semente a semente com saúde, por isso é indispensável conhecer as vantagens e desvantagens de cada tipo de composto. Os fertilizantes costumam ser classificados em três grupos: químicos, orgânicos e minerais. Na sequência, explicaremos as especificações desses produtos.

Fertilizantes químicos

Essa categoria refere-se às substâncias nutritivas submetidas a algum processo químico. Os fertilizantes produzidos podem ser sólidos ou líquidos.

Fertilizantes sólidos

Mais comumente, as alternativas sólidas são vendidas como sais, que têm de ser diluídos em água. Também há os fertilizantes granulados, que pertencem ao mesmo grupo. Por serem cobrados por quilo, os produtos granulados tendem a ser, dependendo do ponto de vista, mais econômicos que as versões já prontas. Isso porque, de fato, o preço do quilo desse tipo de fertilizante acaba sendo mais em conta, porém, há de se observar se a eficácia é boa e também se as aplicações não vão exigir tempo e outros produtos.

Os nutrientes dos fertilizantes sólidos devem ser colocados direto no solo das orquídeas. Um dos possíveis problemas com o formato sólido é o excesso de sal, que prejudica a saúde das plantas. Sendo assim, o consumidor tem de ficar atento às formulações e aos níveis de salinidade do solo.

Se você é do tipo que não tem tanto tempo disponível quanto gostaria, é interessante pensar se as opções sólidas não vão te trazer prejuízos.

Fertilizantes líquidos

Os líquidos são comercializados para uso imediato na vegetação e também em versões concentradas. Nesse caso, é necessário misturar com água, conforme a instrução da embalagem. É muito importante seguir as recomendações do fabricante, tanto em quantidade quanto em modo de aplicação, para evitar o risco de queimar a orquídea e até levá-la à morte.

Uma das vantagens dos fertilizantes líquidos, sobretudo os completos, é a facilidade na aplicação e a eficiência na nutrição das plantas. Em uma única dose, você fornece à sua orquídea tudo o que ela precisa, nas quantidades ideais e de forma balanceada. Além disso, por ser líquido, este é um tipo de fertilizante que dispensa os cuidados com a salinidade!

Os fertilizantes líquidos também marcam pontos quando o assunto é a economia. Diluídos, podem render muitos litros para aplicação. Além disso, a aplicação em forma líquida ajuda e muito na tarefa de distribuir uniformemente os nutrientes por todo o vaso ou área de plantação.

Fertilizantes orgânicos

São fontes de nutrientes que provêm de decomposição ou fermentação de restos naturais, como turfa, esterco bovino, cama de aviário e tortas vegetais, por exemplo. Os itens são encontrados em modo líquido e sólido. Do ponto de vista da natureza, essa é a melhor seleção por ser biodegradável. É viável reunir os ingredientes em casa e há pouca chance de intoxicação do orquidário por serem feitos de matéria orgânica ou de subprodutos de organismos vivos. Contudo, há uma demanda de calor para que os micro-organismos quebrem os nutrientes, o que leva os fertilizantes a serem sazonais. A taxa de cada substância por vezes é desconhecida, aumentando assim a chance de deficiências.

Fertilizantes minerais

Trata-se de uma tendência em ascensão no Brasil e que se dá pela moagem de rochas compostas por nutrientes que são aplicados no solo. O alimento é absorvido de imediato pela orquídea e as etiquetas padronizadas facilitam a compreensão do comprador. No entanto, não existe melhora na qualidade do solo e a probabilidade de fertilização excessiva é maior.

Afinal, qual fertilizante eu devo comprar?

Ao se deparar com tantas opções nas prateleiras, muitos criadores de orquídeas ficam com dúvidas sobre qual produto levar. Aqui, vale esclarecer que a maior concentração de nutrientes não significa eficiência. O fundamental é analisar a facilidade na aplicação e o potencial de fornecimento de nutrientes sob o menor risco de problemas como intoxicação, por exemplo. Aspectos como rendimento devem ser levados em consideração e as recomendações do produtor devem ser seguidas.

Agora que você já conhece as opções e sabe o que deve levar em consideração na hora de escolher a forma de nutrir seu orquidário, que tal conhecer mais sobre as vantagens dos fertilizantes líquidos?

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